Servidores querem recesso no fim de ano
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de dezembro de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Quatro sindicatos integrantes do Fórum dos Servidores Públicos do Paraná entraram ontem com um novo mandado de segurança para tentar garantir o recesso de final de Ano, que foi suspenso anteontem pelo governador Roberto Requião (PMDB). A idéia é fazer com que haja o recesso entre os dias 24 de dezembro e 4 de janeiro, sem descontar os 12 dias parados das férias do funcionalismo público. ''Queremos garantir a manutenção do que sempre foi praticado pelo Estado ao longo dos anos. Não só no Estado, as prefeituras em geral, os governos estaduais e o governo federal dão recesso para os servidores. Até a iniciativa privada faz isso. É bom para o erário público que não gasta inutilmente com luz, telefone, água, café, vale-transporte, vale-alimentação'', argumentou o professor José Lemos, presidente da APP-Sindicato.
O mandado de segurança é contra a decisão do governador Roberto Requião de revogar o decreto 1.762 - que estabelecia o período de recesso. Requião argumentou que não poderia pagar dias parados para os servidores, caso contrário estaria cometendo uma irregularidade. Lemos pensa diferente. Acha que a decisão governamental ocorreu num rompante de Requião ao perceber que o desembargador Luiz Mateus de Lima, do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, havia concedido liminar favorável aos servidores, decidindo que o recesso de fim de ano não poderia ser descontado das férias. ''Ele (Requião) agiu na emoção e não com a razão quando percebeu que o ato dele era inconstitucional. Foi num impulso de revanchismo'', disse o professor.
A assessoria de imprensa de Requião informou ontem que o governador também não terá férias. Ele deverá passar o período de festas na Ilha das Cobras, ''despachando normalmente''. Com a decisão de Requião, os servidores terão que trabalhar inclusive nos dias 24 e 31 de dezembro. A folga ocorrerá apenas nos feriados (25 de dezembro e 1º de janeiro).


