Servidores protestam na Câmara contra projetos do Executivo
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Paula Barbosa Ocanha <br> <br> Reportagem Local 
Cerca de 300 servidores municipais ocuparam ontem as galerias da Câmara de Vereadores para protestarem contra os projetos de lei 226/2011 e 227/2011, de autoria do Executivo, que alteram o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para servidores de nível superior e para procuradores da Prefeitura. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), Marcelo Urbaneja, se somados os aumentos propostos nas duas matérias, o prefeito Barbosa Neto (PDT) poderia oferecer a todos os trabalhadores 8,8% de reposição salarial, e não somente 3,5% - como foi oferecido.
''Somente um dos projetos, que atende cerca de 80 servidores, custa 3,3% da folha de pagamento da Prefeitura, mais o outro, que atende cerca de 400 servidores, custa 2% da folha de pagamento. Se você somar toda essa porcentagem você percebe que é possível dar uma reposição de 8,8% para todos os servidores, ainda esse ano'', explicou Urbaneja.
Os servidores brigam pelas reposições das perdas salariais, que atingiram 37% nos oito anos do governo do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), já que os salários dos cerca de 9 mil trabalhadores foram congelados. ''Esses projetos vieram em um momento inoportuno, porque estávamos discutindo o reajuste salarial para todos, desde o procurador até o aposentado. Viemos aqui hoje (ontem) porque tivemos a informação que o projeto poderia entrar em pauta em regime de urgência. Nós queremos nos manifestar'', discursou no plenário.
Quando o presidente do Sindserv usou a palavra, foi bastante aplaudido pelos presentes que ocupavam as galerias, mas a figura mudou quando a enfermeira Zandira Batista foi defender o projeto 226, que trata de gratificações para profissionais de nível superior. Quando começou a falar, os servidores começaram a vaiar e o presidente da Casa, Gerson Araújo (PSDB) teve que encerrar o debate.
Para a imprensa, a enfermeira afirmou que o projeto atende a uma reivindicação apresentada pelos profissionais de nível superior em 2005. ''Na última gestão nós não fomos atendidos no percentual que pedimos, que era o mesmo adicional que reconhece a responsabilidade técnica. Na ocasião foram atendidos os assistentes sociais com 70%, e no último ano de governo Nedson ele nos atendeu com 25%, deixando uma disparidade de 45% entre todos os profissionais da área.''
Alguns vereadores adiantaram que não votarão com o Executivo, afirmando que brigarão pela reposição salarial de todas as categorias. As matérias tramitam nas comissões permanentes da Casa.


