Servidores protestam na AL
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terça-feira, 18 de outubro de 2005
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os servidores estaduais das secretarias de Agricultura, do Meio Ambiente e de outros órgãos como a Fundepar e a Imprensa Oficial paralisaram ontem as atividades em protesto contra a política salarial do governo do Estado. Os servidores apresentaram uma pauta de reivindicações ao governador em exercício Orlando Pessuti, que inclui uma nova tabela salarial, a incorporação de abonos e gratificações, correção dos proventos dos pensionistas e a realização de concurso público para a contratação de novos servidores.
A manifestação foi organizada pelo Sindicato Estadual dos Servidores da Agricultura, Meio Ambiente, Fundepar e Afins (Sindiseab), mas a pauta de reivindicações se estende a todos os servidores enquadrados no Quadro Próprio do Poder Executivo que engloba cerca de 46 mil servidores entre ativos, aposentados e pensionistas. Segundo a assessoria do Sindiseab, a paralisação atingiu praticamente todos os órgãos ligados ao sindicato, com exceção de atividades essenciais, como o controle na barreira contra a febre aftosa.
Durante a manhã de ontem, representantes do sindicato reuniram-se com Pessuti e com os secretários estaduais da Fazenda (Heron Arzua), do Planejamento (Reinhold Stephanes) e da Administração (Maria Marta Lunardon). Para a secretária-geral do Sindiseab, Laura Jesus de Moura e Costa, o resultado da reunião foi positivo. ''O governo comprometeu-se a analisar a pauta de revindicações e apresentar uma contra-proposta no máximo até o dia 25 de outubro. No dia 26, reuniremos os servidores para decidir se a proposta do governo atende os nossos interesses. Caso contrário, não está descartada a possibilidade de uma greve'', explicou Laura.
Os servidores também realizaram uma manifestação na Assembléia Legislativa. Embora a iniciativa de uma revisão da tabela salarial seja exclusiva do governador, a mensagem deve ser aprovada na sequência pelos deputados estaduais. O temor dos servidores é que caso o projeto não seja aprovado até março do ano que vem e o governo fique impossibilitado de conceder o reajuste, uma vez que a Constituição veda reajustes superiores ao índice de inflação nos seis meses que antecedem as eleições.
Tanto deputados de oposição como do governo manifestaram apoio às reivindicações do funcionalismo. O deputado estadual Augustinho Zucchi (PDT) lembrou que o último reajuste salarial concedido aos servidores do quadro próprio ocorreu em 1995. ''Temos que valorizar os servidores estaduais e corrigir essa injustiça'', afirmou.


