Servidores protestam em Londrina
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terça-feira, 12 de agosto de 2003
Janaina Garcia<br>Rosana Félix<br>Reportagem Local 
Servidores públicos federais apresentaram ontem no plenário da Câmara de Vereadores de Londrina uma carta protesto com críticas à reforma da Previdência, pela qual solicitaram também o apoio dos parlamentares. O documento reuniu a assinatura de oito entidades; entre elas, o Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Saúde e Previdência Social do Paraná (Sindprevs).
Uma das principais reclamações, segundo o diretor do órgão, Lincoln Ramos e Silva, é quanto à redução de até 40% no valor da aposentadoria para boa parte dos servidores no caso, daqueles que entraram com pedidos antes de 1990. A greve que já chega a quase 40 dias, ele avisa, vai continuar. ''Dependendo do que o Governo decidir, vai até se acirrar'', ameaçou. Silva informou que esta semana intensifica as conversações com os servidores estaduais para novos protestos em Brasília (DF).
Curitiba - Os servidores da Justiça do Trabalho em Curitiba atenderam a determinação da corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e voltaram a realizar audiências em Curitiba ontem. O Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho (Sinjutra) é contra o retorno e defende a greve dos trabalhadores até a votação em segundo turno da reforma da previdência na Câmara dos Deputados.
Depois de negociações com a Associação dos Magistrados do Trabalho (Amatra) na semana passada, a corregedoria da Justiça emitiu portaria determinando a convocação de funcionários para a realização de audiências. Apesar do Sinjutra ser contrário à retomada dos trabalhos, não houve conflito nos prédios da Justiça do Trabalho.
''Em assembléia, os servidores foram contra a determinação da corregedoria. Mesmo assim houve algumas audiências, mas estamos conscientizando os funcionários de que isso enfraquece o movimento e por isso eles devem paralisar novamente todas as atividades'', relatou o coordenador de finanças do Sinjutra, Douglas Monteiro. Segundo ele, os prazos judiciais continuam suspensos. ''Houve recuo no movimento ontem, mas isso é normal'', acrescentou.


