Curitiba - Cerca de 100 servidores públicos se reuniram, ontem, na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, para protestar contra o Projeto de Lei Complementar número 92/2007 que cria fundações estatais de direito privado sem fins lucrativos para atuar gerenciando políticas e serviços públicos em áreas como a saúde, o meio ambiente, a educação, o turismo, a cultura e o esporte. Estavam representados cinco sindicatos, o Fórum Popular da Saúde e o Movimento Estudantil da Universidade Federal do Paraná (UFPR), segundo os organizadores da manifestação, que durou toda manhã.
''Esse ato não é motivado apenas pelo nosso emprego de servidor público. É importante lembrar que as entidades não vivem de filantropia, quem deve atender a população em hospitais é o Estado. Doença não é mercadoria'', critica Elaine Rodella, coordenadora do SindiSaúde (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Estadual da Saúde Servidores da Saúde), que responde por 7,6 mil trabalhadores no Estado. ''Esse projeto, que tramita na Câmara, as entidades passariam a receber os recursos públicos para gerenciar os órgãos públicos, os hospitais, as universidades. No entanto é inconstitucional terceirizar o serviço público'', pontua Rodella.
De acordo com Bernardo Pilotto, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da UFPR, UTFPR e Funpar do Hospital de Clínicas (Sinditest) - entidade que representa 8 mil trabalhadores - caso o projeto seja aprovado, ainda é incerto o futuro dos servidores federais. ''Os movimentos sociais e sindicais estão se articulando para impedir que o projeto entre na pauta, fazendo pressão no presidente da Câmara, pedindo aos deputados que votem contra. Também estamos promovendo debates jurídicos e nos setores da saúde, meio ambiente, turismo, assistência social. Estamos unindo forças'', conta Pilotto.

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