Servidores protestam em Curitiba
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sexta-feira, 13 de maio de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A expectativa por melhorias salariais levou cerca de 1,2 mil servidores municipais de Curitiba às ruas na manhã de ontem. Eles saíram em passeata da Praça Santos Andrade, no centro da Capital, até a prefeitura, no Centro Cívico. A pauta de reivindicações inclui a reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) 5,91% , mais 3% de aumento real, além da reposição das perdas que já somariam 21%, desde 2000. Um ''banquete de marmitas'' foi servido para os manifestantes nas rampas da prefeitura.
Uma comissão de servidores foi recebida pelos secretários municipais do Governo, Maurício Ferrante, das Finanças, Luiz Eduardo Sebastiani, e de Recursos Humanos, Arnaldo Bertone. Depois de quase duas horas de conversa, ficou acertada uma nova rodada de negociações para o dia 19. A primeira proposta da prefeitura foi de um reajuste de 6%, parcelado em duas vezes (julho e dezembro), o que representaria um impacto anual de R$ 21 milhões na folha de pagamento.
De acordo com a diretora de Imprensa do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), Alessandra Cláudia de Oliveira, os funcionários decidiram, em assembléia, retornar ao trabalho, mas em estado de greve, usando, inclusive, uma tarja preta, em sinal do descontentamento. Segundo ela, desde 1996, a prefeitura não respeita a data-base da categoria (31 de março) para conceder os reajustes.
''A postura da Prefeitura tem sido a de conduzir a negociação com base nas possibilidades de atendimento às reivindicações'', disse o secretário Maurício Ferrante, em nota divulgada pela prefeitura. ''Poderíamos, na data base, ter dado um reajuste simbólico de 0,1% apenas para formalizar o período. Mas preferimos avaliar criteriosamente as condições financeiras do município e oferecer o que é possível de ser atendido'', acrescentou.


