Servidores municipais de Centenário do Sul (91 km ao norte de Londrina) iniciaram ontem uma série de manifestações contra a Prefeitura. Vestidos de preto em sinal de luto ao salário que consideram ‘‘morto’’, eles seguem com a ação até sexta-feira. Segundo o sindicato que representa a categoria, a idéia é alertar o Executivo à abertura das negociações salariais, nesse primeiro momento, antes de levar à discussão o indicativo de greve.
  O presidente do sindicato dos servidores, Rubisnei Aparecido Silva, é funcionário administrativo da prefeitura e afirma que ser registrado em carteira com salário mínimo. ‘‘Todos os nossos 350 servidores municipais estão nessa situação: de professor a motorista, de administrativo a pessoal da limpeza. A defasagem salarial nos preocupa, está precária, mas o pior é não termos um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS)’’, disse.
  Segundo o sindicalista, as manifestações iniciadas ontem requerem a abertura de negociação com a prefeita Veralice Pazotti (PMDB). Pelos cálculos iniciais da entidade, só a defasagem está em cerca de 15%. A Folha tentou contato com a prefeita Veralice por telefone, em sua residência, mas ela não foi localizada para comentar o assunto, nem retornou a ligação.

Mínimo - Hoje a Assembléia Legislativa deve votar em segunda discussão o projeto que fixa o piso salarial mínimo dos servidores públicos estaduais em R$ 580 e vai receber a visita do governador Roberto Requião (PMDB) para sancionar a lei que implanta o salário mínimo regional de R$ 437 no Paraná. Requião já anunciou que, ao sancionar a lei, vai vetar o parágrafo que estende o mínimo regional para as categorias que têm acordo coletivo de trabalho, mas recebem menos que R$ 437. (Colaborou Andrea Bordinhão, Equipe da Folha)

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