Servidores protestam e são barrados na Câmara
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terça-feira, 05 de agosto de 2003
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
Brasília - Os servidores públicos, que protestam contra o texto elaborado pelo governo, tentaram invadir o prédio da Câmara, envolveram-se em confronto com policiais militares, promoveram um apitaço e tentaram agredir o deputado Professor Luizinho (PT-SP) ontem.
A movimentação de servidores em greve e representantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores) começou pela manhã, quando eles interromperam uma reunião com o relator do projeto, deputado José Pimentel (PT-CE). Ele apresentou as mudanças feitas no parecer pelo colégio de líderes, mas os grevistas disseram não se sentiram atendidos e desistiram da conversa. A Câmara amanheceu cercada por cerca de mil policiais militares e grades de metal, para evitar o acesso de servidores.
Londrina - O vereador Maurício Barros (PT) também participou dos protestos. Servidor público federal há 23 anos, Barros foi barrado e não pôde entrar na Câmara dos Deputados.
''A cobrança do inativo em cima disso é injusta. Defendemos o teto de R$ 2,4 mil. A reforma tem que existir, mas o que precisamos é debater exaustivamente determinados pontos da reforma. Não entendemos por que aprovar tão rápido'', justificou o vereador.
Enquanto o vereador tentava entrar na Câmara, onde a reforma estava sendo discutida, o prefeito Nedson Micheleti (PT), participava com chefes do Executivo municipais e estaduais petistas para discutir as reformas da Previdência e a tributária. A posição contrária à proposta defendida pelo PT não constrange o vereador. ''Acho muito saudável ter a possibilidade de divergir. Não é porque a proposta é do Lula que tenho que falar que está correta''.(Colaborou Agência Folha)


