Servidores propõem reforma em Londrina
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terça-feira, 30 de outubro de 2001
Lino Ramos<br> De Londrina 
O Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv) propôs nova reforma ao prefeito Nedson Micheleti (PT), defendendo a fusão das secretarias do Idoso e da Mulher e a transformação da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e da Fundação Municipal do Esportes (também autarquia) em secretarias.
''As autarquias têm que se tornar secretarias, porque o custo operacional delas é muito menor'', justifica a presidente do Sindserv, Marlene Valadão Godoi. Segundo ela, os diretores de autarquias recebem R$ 3 mil mensais, quando um funcionário designado custaria bem menos (R$ 490 mais o salário normal).
No ano passado, a entidade já havia proposto uma reforma semelhante. Marlene justifica a proposta pelo temor de medidas mais drásticas, como demissão. Segundo ela isso pode ocorrer caso o município não consiga se enquadrar na Lei Fiscal, que limita em 54% da receita corrente líquida as despesas com pessoal. O índice precisa ser atingido até o final de 2002.
A dirigente afirma que até 31 de agosto a prefeitura gastava 68,2% de suas receita com pessoal. Caso o TC estadual aceite a inclusão nas receitas da taxa de coleta do lixo (cerca de R$ 10 milhões) esse índice cairia para 65,1%. ''Continuamos acima do limiete e vamos ficar estrangulados'', prevê.
A reforma está sendo discutida por uma comissão formada de servidores e representantes da Prefeitura. O Sindserv também defende mudanças para a redução das gerências municipais, atestados médicos, pagamento de hora extra e u programa de prevensão das doenças ocupacionais.
A assessoria de imprensa de Nedson informou que o prefeito vai aguardar a definição do projeto para se manifestar. O secretário de Fazenda, Paulo Bernardo, afirmou que Nedson pediu um novo estudo sobre os gastos com pessoal da administração. ''Temos que diminuir gastos e aumentar as receitas'', disse.


