Servidores podem fechar 2006 sem reposição
O anúncio de cortes nas despesas de custeio do dia-a-dia e a consequente ampliação da receita não devem provocar qualquer reflexo na folha de pagamento do funcionalismo público municipal - pelo menos é o que garantem os secretários Wilson Sella (Fazenda) e Jacks Dias (Gestão Pública). Sella repetiu o que vem sendo afirmado pela administração desde a greve de um mês realizada pela categoria, ano passado, a favor da reposição salarial de 27%: não há caixa suficiente, e o comprometimento do Executivo com folha de pagamento não permite a medida.
O secretário de Gestão Pública fez coro a Sella e lembrou do pagamento da promoção por carreira, a ser feito em agosto a um grupo de 1,8 mil servidores, como fator de impedimento a novo incremento.
O presidente do sindicato dos servidores - Sindserv -, Marcelo Urbaneja, disse que a entidade realiza no próximo dia 27 uma assembléia que pode tirar indicativo de greve. ''Até lá, concluímos a consulta com os funcionários (feita via cédula de votação, em cada órgão) sobre adesão ou não a um novo movimento de paralisação'', explicou. (J.G.)





