Duas das pastas mais cobiçadas na administração indireta, a Sercomtel e a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) devem ter os nomes definidos pela administração interina entre hoje e amanhã com funcionários de carreira. A informação é do prefeito interino Padre Roque (PTB) que não descartou que a chefia da telefônica fique com um empresário da cidade indicado pelo PTB.
O nome da Cohab que vai substituir Rosalmir Moreira foi apresentado ontem à tarde na assembleia de acionistas da Companhia, ocasião em que também foram debatidos os integrantes dos conselhos. O novo prefeito disse que aguarda para hoje uma resposta do convidado para o cargo. ''É um servidor de carreira; e um nome, do quadro, entre outros que estudamos'', adiantou.
Critério semelhante, afirmou o petebista, deverá ser adotado também na escolha do novo presidente da Sercomtel - cargo que detém hoje o maior salário da administração londrinense, R$ 18 mil mensais (valor bruto) diante dos R$ 13,8 mil recebidos pelo prefeito. A vaga atualmente é ocupada por Gabriel Ribeiro de Campos.
''Será um funcionário de carreira não apenas para a Presidência, como também para o Conselho de Administração - alguém que está lá há algum tempo, trabalhou muito bem (em posto de chefia) e que é bem visto entre os funcionários'', definiu Padre Roque. Entretanto, indagado se a coalizão PTB-PSB-PSDB-PT-PMDB pode definir algum nome, Roque admitiu: ''Pode ser alguém ligado à área empresarial, mas a pessoa sondada ainda não respondeu. Nesse caso, a indicação seria do PTB''.
O conselho de acionistas da telefônica se reúne hoje em uma prévia para a assembleia que, na próxima sexta, às 14 horas, deve empossar o novo presidente. Um dos nomes cotados nos bastidores para assumir, o vice-presidente da empresa, Oscar Bordin - um dos três diretores indicados pela Copel no quadro de nove diretores -, negou que esteja no páreo. ''O único ponto acertado que existe até o momento é que, pelo acordo de acionistas, a diretoria financeira tem que ser um nome de consenso. Mas é fato que temos um grupo de funcionários muito bom para tocar tecnicamente a empresa'', desconversou. ''Até porque, a empresa vem de um planejamento estratégico que foi feito durante todo o ano passado. E os nomes que ouvi falar para ocupar a Presidência não afetariam a empresa, pelo contrário.''
Outro nome aventado, o diretor de Novos Negócios da Sercomtel, Leonilso Jaqueta, também se esquivou. ''Em nenhum momento sequer coloquei meu nome à disposição. Minha posição é que o vice (Bordin) assuma'', atestou.
No fim do dia, a FOLHA apurou com uma fonte do governo provisório que o nome para a companhia telefônica deve mesmo ser confirmado com um servidor efetivo. O motivo: a dificuldade de outros convidados deixarem a iniciativa privada por um período interino que pode durar três meses. Três funcionários estariam cotados para o posto - os três, com participações recentes em postos de diretoria.

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