Servidores ocupam Câmara de Curitiba pela 4º vez; prédio é danificado
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quarta-feira, 28 de junho de 2017
Mariana Franco Ramos Reportagem Local 
Curitiba - Servidores municipais voltaram a protestar nas dependências da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) nesta quarta-feira (28), um dia após os vereadores aprovarem, já em segunda votação, quatro projetos de lei do ajuste fiscal do prefeito Rafael Greca (PMN). Por volta das 9h30, pouco mais de meia hora depois do início da sessão, eles começaram a jogar notas de dinheiro falsas no plenário e a entoar palavras como "vendido", "covarde" e "safado", direcionadas aos parlamentares favoráveis ao "pacotaço". A manifestação levou o presidente da Casa, Serginho do Posto (PSDB), a suspender os trabalhos temporariamente.
Conforme a assessoria de imprensa da CMC, as galerias estavam restritas a 28 pessoas, por questões de segurança. Diante da interrupção, funcionários públicos que estavam do lado de fora do prédio também passaram pelo portão externo, ingressaram na sede e ocuparam o local de votação, onde permaneceram por duas horas. "Não tem arrego, você tira o meu direito a gente tira o seu sossego", gritavam. Na sequência, os trabalhadores deixaram o edifício e caminharam pelas ruas do entorno, carregando um caixão, que representa a morte de direitos. De acordo com a Câmara, uma vistoria preliminar do Corpo de Bombeiros apontou danos ao patrimônio - descolamentos do piso, problemas no rodapé e ainda no lustre, que desceu cerca de um palmo do teto.
Membros do Sindicato dos Servidores do Magistério (Sismac) também armaram uma espécie de varal no Palácio Rio Branco, com fotos do confronto de segunda-feira (26), que conforme a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp) deixou 24 feridos sendo 14 manifestantes, atingidos por balas de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogêneo, e dez policiais. A plenária foi retomada às 11h45. Na pauta, estavam os segundos turnos da nova meta fiscal, atualizando a dívida do município para R$ 2,1 bilhões, e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018. A sessão, última antes do recesso parlamentar, foi encerrada às 13h05.
As demais propostas do "pacotaço" fiscal já tinham seguido para sanção de Greca. Elas abrangem: a reforma na previdência, com aumento da contribuição pelos servidores; a suspensão da data-base e dos planos de carreira; o leilão de dívidas da prefeitura e a criação de uma lei de responsabilidade fiscal do município. As medidas tramitavam em regime de urgência e, por essa razão, trancavam a pauta. O Executivo justifica que o ajuste é necessário para colocar as finanças da administração em dia.


