A transferência da Secretaria de Administração para o antigo conglomerado administrativo do Banestado vai afetar cerca de 1.000 servidores. Para a direção do Sindicato dos Servidores da Agricultura, Meio Ambiente, Fundepar e Afins (Sindi-Seab), que também congrega o funcionalismo da Administração, todo este efetivo saiu prejudicado com a mudança de local de trabalho.
O presidente da entidade, Roberto de Andrade Silva, disse que o principal problema é a distância. ‘‘Para os servidores e a população, o acesso ao Centro Cívico era muito mais fácil’’, lembrou. Segundo ele, os trabalhadores serão forçados a mudar alguns hábitos. Ele acha que haverá mais gastos com transporte coletivo. O benefício só é concedido a funcionários que ganham até três salários mínimos. ‘‘A transferência vai representar mais um custo para o servidor, que já está há quase seis anos sem reajuste de salário.’’
De acordo com a direção do Sindi-Seab, o horário de funcionamento da secretaria é outro fator que ajuda a complicar a rotina dos servidores. Desde janeiro deste ano, o expediente vai das 12h30 às 19 horas para economizar despesas com luz, água e telefone. ‘‘Como a distância que o servidor terá de percorrer vai ser maior, todos serão obrigados a sair de casa mais cedo’’, reclamou o presidente do sindicato, que defende a criação de novas linhas de ônibus para o bairro Santa Cândida. A Prefeitura de Curitiba informou que haverá um reforço de carros nas linhas existentes.
Silva também considerou contraditória a explicação oficial de que o Edifício Castello Branco oferecia risco à saúde dos servidores. O ambiente estaria tomado por umidade e infiltrações. ‘‘Como então sediar um museu numa situação dessas?’’, indagou. De acordo com o secretário de Administração, Ricardo Smijtink, funcionários que trabalham no porão recebem adicional de insalubridade. ‘‘No verão, aquele prédio é muito quente, mas no inverno é bastante gelado. Os servidores estão satisfeitos com a mudança.’’(D.V)

mockup