Servidores municipais terão férias coletivas
PUBLICAÇÃO
domingo, 29 de novembro de 1998
Sid Sauer 
A maioria das 25 prefeituras da região de Campo Mourão vai dar férias coletivas aos servidores municipais entre os dias 18 de dezembro e 18 de janeiro e passar 30 dias com as portas fechadas. A decisão foi tomada anteontem durante reunião da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam), realizada em Campo Mourão. Dos 20 prefeitos que participaram do encontro, 18 confirmaram que vão aderir às férias coletivas em conjunto.
Não queríamos chegar a esse ponto, mas é preciso, disse o prefeito de Corumbataí do Sul, Jair Cândido de Almeida (PSDB). No caso de Corumbataí, as portas da prefeitura ficarão fechadas por 45 dias. Vamos parar de 15 de dezembro a 1º de fevereiro, disse. Apenas os prefeitos de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PSDB), e de Rancho Alegre do Oeste, Valdinei Peloi (PSDB), não se comprometeram a aderir às férias em conjunto.
Peloi argumentou que se fechar a prefeitura vai ter que atender a comunidade em casa. Devo fechar as postas apenas entre os dias 20 de dezembro e 4 de janeiro, adiantou. Já Tezelli disse que a possibilidade de férias coletivas de um mês não estavam nos planos da administração. Temos um planejamento e cada departamento para numa época, explicou. Ele também disse que em dezembro a arrecadação própria sobe com a campanha do imposto premiado.
O fechamento total é muito difícil, frisou Tezelli. Mesmo assim, ele se comprometeu de estudar o que poderá ser fechado juntamente com as outras prefeituras da região. Tezelli ainda chegou a ser pressionado para aderir integralmente à proposta da entidade. O setor de arrecadação e os serviços essenciais podem continuar funcionando, cobrou o prefeito de Peabiru e presidente da Comcam, João de Bittencourt (PFL).
Almeida, de Corumbataí, também cobrou a participação de Tezelli. Tudo gira em torno da cidade sede da região e precisamos do apoio de Campo Mourão, disse. O prefeito de Campina da Lagoa, Joaquim Antônio de Lima (PDT), frisou que o fechamento das prefeituras também servirá para que os moradores vejam que a situação está realmente difícil. Precisamos mostrar que não estamos reclamando à toa, destacou.
Em Barbosa Ferraz, a prefeita Elza Marques Gonçalves (sem partido), disse que já está fazendo uma campanha de conscientização sobre o fechamento da prefeitura durante os 30 dias das férias coletivas. Só vamos atender os casos emergenciais, disse. Almeida que vai parar por 45 dias disse que é preciso sacrifícios. Sei que vou pagar o preço por ficar tanto tempo com as portas fechadas, mas não há outra saída.
O movimento dos prefeitos da região de Campo Mourão deve ganhar a adesão de outras associações microrregionais do Estado, cujas prefeituras também podem fechar as portas a partir do próximo mês.


