Maringá - Funcionários da Prefeitura de Colorado (85 km de Maringá) entraram ontem em greve por tempo indeterminado. Eles pedem aumento em torno de 20% e reclamam da redução dos salários em 5,86%, determinado em novembro do ano passado pela prefeita Aparecida Moron Ártico (PFL). Segundo o sindicato da categoria, a adesão ao movimento foi de 90% dos 630 servidores municipais, mas a prefeitura informou que serviços de saúde, creche e de água não foram prejudicados pela paralisação. Na rede municipal de ensino, a adesão dos 112 professores foi total.
A categoria reclama que por causa da redução, servidores chegam a receber apenas R$ 145,00 por mês, valor inferior ao salário mínimo de R$ 200,00. Os professores ganham em média R$ 223,00.
Segundo a presidente do sindicato, Tânia Mara Mariano, a adesão ao movimento só não foi de 100% porque muitos servidores foram ameaçados com demissão, retirada do cartão-ponto ou desconto dos dias parados. ‘‘Temos muitos trabalhadores humildes que não entendem as leis e o direito da reivindicação e por isso acabam sendo coagidos’’, afirma Tânia.
O secretário municipal de Finanças, Cláudio Ártico, disse ontem que a prefeitura estuda o ingresso de uma ação na Justiça para que a greve seja considerada ilegal. Ártico diz que o movimento do sindicato é político. Segundo ele, quando a prefeita assumiu o município havia quatro folhas de pagamento em atraso e uma dívida de curto prazo em mais de R$ 6 milhões.
Ártico explica que a redução foi necessária para equilibrar o orçamento e evitar que a folha ultrapassasse o limite de 54% da arrecadação. O secretário garantiu que a partir deste mês, será feita a devolução dos 5,86%. ‘‘Só não temos como garantir o aumento porque ainda não sabemos como a arrecadação do município vai se comportar nos próximos meses’’, diz o secretário.

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