Os servidores estaduais se concentraram dentro e fora da Assembleia Legislativa do Paraná (AL) para acompanhar a sessão de ontem, mesmo depois de um mandado de segurança preventivo com pedido de liminar ter sido impetrado no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) por 11 deputados. Caravanas de várias regiões do Estado viajaram para acompanhar a sessão, mas nem todos puderam entrar porque foram fechados os acessos à tribuna de honra e primeira galeria. Um grupo de 18 professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Universidade Estadual de Maringá (UEM), integrantes do Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol/Aduel), foi o último a conseguir ficar do lado de dentro após serem revistados. "Viajamos por seis horas e meia para chegar e ter a casa do povo fechada, não faz sentido", criticou a diretora do Sindiprol, Sílvia Alapanian, minutos antes de liberarem a entrada.
Do lado de fora, desde a noite de segunda-feira, integrantes do Fórum das Entidades Sociais (FES) e do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol) se instalaram em barracas erguidas na Praça Nossa Senhora da Salete. "Não dá para aceitar perder a data-base, porque é algo que não se recupera lá na frente. E esse é o último reajuste certo, já que se a PEC 55 for aprovada, por 20 anos, o máximo de avanço salarial será o IPCA", ponderou o secretário de assuntos jurídicos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato), Márcio Sérgio Ferreira de Souza. "O governo não pode argumentar má vontade por parte dos servidores que desde 2015 aceitou esperar por esse reajuste que foi construído", acrescentou o vice-presidente do Sinclapol, Fábio Rossi Barddal Drumond. "O governo de Tocantins tentou algo parecido e teve que voltar atrás. Se o governo insistir em tentar esse calote no servidor, recorreremos ao Supremo Tribunal Federal", assegurou Drumond.
Na noite desta quarta-feira (23) os servidores programaram uma vigília na qual irão montar uma árvores de Natal só que no lugar de bolas decorativas serão penduradas bombas e colocarão uma caixa de presente vazia. A ideia, segundo integrantes do FES, é "representar o Natal que o governo do Estado quer proporcionar aos funcionários públicos do Paraná". (Magaléa Mazziotti/Reportagem Local)

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