Servidores iniciam campanha salarial
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
Dezenas de faixas e outdoors, com a inscrição ''Isso é justo?'', foram espalhados no final de semana em vários pontos da cidade. O material - sem identificação - foi distribuído pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), e faz parte da campanha salarial da categoria de 2006.
''Vamos fazer o lançamento da campanha salarial no dia 6 de março. Isso é só uma introdução, faz parte de um contexto que vai ser lançado. Neste primeiro momento é só para levantar a curiosidade. Em uma segunda fase, vamos fazer propaganda no rádio e mais outdoors'', explicou o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, mantendo o suspense sobre o questionamento da campanha.
Segundo Urbaneja, eles ainda aguardam uma resposta do secretário Municipal de Gestão Pública, Jacks Dias, ao ofício protocolado no dia primeiro de fevereiro, que solicita o agendamento de uma reunião para discutir a pauta de reivindicações dos servidores. Fevereiro é o mês da data-base da categoria.
De acordo com cálculo do sindicato, a defasagem salarial acumulada nos últimos cinco anos chega a 27%. ''Em 2002, o prefeito (Nedson Micheleti/PT) deu R$ 70 de abono. Em 2004, extinguiu os R$ 70 e deu 10% de reajuste. Ou seja, quem ganhava R$ 800, ficou devendo. Na verdade não tivemos nada em 2004, foi só no papel, na prática não teve. Em 2005, tivemos reajuste nenhum'', justificou.
A campanha salarial de 2005 foi marcada pelos 30 dias de paralisação entre abril e maio. A categoria reivindicava 21% de reposição, mas não foi atendida. ''Temos que ver qual a justificativa deles esse ano. No ano passado, disseram que tinham que esperar o comportamento da arrecadação. Fomos para a greve em que o prefeito asinou documento se compromentendo a analisar a arrecadação até setembro e apontar um índice. Esperamos o ano inteiro que a prefeitura sinalizasse com acordo e eles preferiram se omitir. Não temos interesse em greve mas o servidor quer que o prefeito sente para negociar. A categoria não vai suportar tantos anos sem reajuste'', disse.
Conforme Urbaneja, o sindicato criou em janeiro uma comissão para negociar as reivindicações com a prefeitura. ''Este ano a diferença é que não vou participar da comissão. Quem vai coordenar é o Éder Pimenta, nosso diretor de Comunicação'', relatou. ''Não vou participar porque neste primeiro momento preferi não assumir postura de embate. Tentam vender uma imagem de que existe uma briga pessoal entre o prefeito e o Marcelo, o que não é verdade.''
O secretário Jack Dias disse que ainda não há previsão para o início das rodadas de negociação. ''Estamos tentando estudar as reivindicações deles para oferecer uma proposta'', afirmou.


