O prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó (PPB), foi impedido de entrar ontem pela manhã na Secretaria da Fazenda. Acompanhado de secretários e assessores, o pepebista foi surpreendido por funcionários da prefeitura e representantes do sindicato dos servidores, que chegaram a discutir com a equipe governista, formando um pequeno tumulto. O funcionalismo fazia vigília no prédio em protesto ao atraso no pagamento do 13º salário.
O prefeito (foto) disse ter conseguido recursos, em Brasília, para o pagamento do abono e por isso pretendia buscar disquetes na repartição com os nomes dos servidores e entregá-los aos bancos, respeitando assim a ‘‘ordem da Justiça’’. No último dia 27, a juíza substituta da 4ª Vara Cível de Foz, Priscila Gavanski Araújo Sarrão, bloqueou as contas do município por causa do atraso no pagamento, além de determinar que a verba existente nos bancos fosse destinada aos servidores. Durante a semana, o prefeito tentou obter um recurso no Tribunal de Justiça, porém não conseguiu reverter a decisão judicial.
A diretora do sindicato, Cacilda Tavares, não acreditou na versão do prefeito. ‘‘O que ele foi fazer na Secretaria da Fazenda, justamente num sábado?’’ questionou a sindicalista, lembrando que o administração pública está em recesso há 17 dias. Para ela, o prefeito pretendia utilizar o dinheiro para ‘‘outros fins’’, entre eles autorizar o pagamento de fornecedores. Como a Justiça deu prioridade aos servidores, a categoria garante que a vigília termina somente após o depósito em conta do abono salarial.

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