Uma comissão interna da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) concluiu que os servidores da companhia envolvidos no escândalo AMA-Comurb foram coagidos a participar das licitações fraudulentas. Por isso, até o julgamento das ações pela Justiça, eles irão continuar trabalhando normalmente. ‘‘Concordo com o relatório e entendo que os servidores foram coagidos’’, afirmou o presidente da CMTU, Wilson Sella.
Pelo menos cinco funcionários da extinta Comurb (atual CMTU) foram envolvidos nas denúncias de corrupção, entre eles o advogado Ivo Marcos de Oliveira Tauil e a ex-funcionária Mary Nakagawa. De acordo com as quatro denúncias criminais apresentadas pelo MP, Tauil e Mary participaram da ‘‘fabricação’’ de contratos fraudulentos.
No início do mês, foi publicado um edital da CMTU assinado por Tauil, como presidente da Comissão de Licitações. De acordo com Sella, os envolvidos não poderão mais ter envolvimento com os processos licitatórios. Tauil é funcionário de carreira, mas na administração de Antonio Belinati trabalhou como funcionário comissionado. Segundo o presidente da CMTU, ele justificou essa troca porque o salário era maior.
No relatório, a comissão faz um breve histórico sobre os processos e coleta depoimentos. ‘‘Inclusive, informam que estiveram com o promotor Cláudio Esteves. A conclusão é que os fatos que levaram os envolvidos a participar dos processos fraudulentos foram desconhecimento das implicações legais de suas atitudes e a coação imposta pela ex-diretoria’’, explicou Sella.

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