São Paulo - Parte dos servidores públicos federais de todo País iniciou ontem uma paralisação de 48 horas em protesto pelo não-cumprimento por parte da União de acordos assinados com a categoria desde 2007 - ano da última grande greve do funcionalismo, que atingiu mais de 100 mil funcionários.
Quadros do setor administrativo dos Ministérios do Trabalho, da Cultura, da Agricultura, de Ciência e Tecnologia, da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Incra aderiram à paralisação. Em São Paulo, houve manifestações em frente aos prédios do Ministério do Trabalho, do Incra e da AGU. Cerca de 150 funcionários cruzaram os braços.
A mobilização é uma ameaça ao governo por causa da suposta ''interrupção de negociações'', segundo informou a Confederação dos Servidores no Serviço Público Federal (Condsef).
A representante do Condsef em São Paulo, Beth Lima, afirmou que a paralisação é um aviso para que o governo retome as negociações e ''os acordos com o funcionalismo sejam cumpridos''. ''Casa contrário, iremos entrar em greve por tempo indeterminado''.
A pauta de reivindicações tem cinco prioridades: cumprimento integral dos acordos coletivos firmados desde 2007, reestruturação de carreiras e tabelas salariais, instituição de gratificação de qualificação e titulação, reajuste do auxílio-alimentação e demais benefícios, além da paridade entre ativos e aposentados. A paralisação continua amanhã (16) e só no fim do dia será divulgado um balanço geral do movimento. O Ministério do Planejamento não comentou.

mockup