Servidores fazem protesto e temem ficar sem salário
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quinta-feira, 10 de dezembro de 1998
Edna Mendes 
Cerca de 300 servidores municipais da Prefeitura de Foz do Iguaçu ocuparam o prédio do órgão durante todo o dia de ontem, e realizaram um protesto devido ao atraso e parcelamento dos salários de novembro. Os servidores temem que com o recesso administrativo, que inicia dia 18, eles não recebam os salários do mês passado.
De acordo com sindicato da categoria, a prefeitura propôs pagar a metade dos salários no dia 23 e a outra metade no dia 30, quando já estaria vencendo o pagamento de dezembro. Os servidores não aceitaram a proposta. Ontem, a Secretaria de Administração pediu que os servidores aguardassem a prefeitura receber a última parcela do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) que deve ser revertida para o pagamento dos servidores.
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi), Luiz Carlos Silva de Oliveira, disse ontem, que a prefeitura vem atrasando e parcelando o pagamento dos salários dos servidores há cinco meses. A prefeitura alega que não há arrecadação suficiente para pagar os funcionários o que sabemos que não é verdade. Foz é um dos municípios paranaenses de maior arrecadação e não tem nenhum grande investimento sendo feito na cidade. Onde estão os recursos?, indaga.
No final da tarde de ontem, uma comissão de servidores esteve reunida com representantes do prefeito Harry Daijó (foto), que é do PPB, para tentar um acordo. Segundo Oliveira, ficou acertado que na segunda-feira será pago uma parte dos salários de novembro e que no dia 23 a prefeitura fará o repasse do restante. O 13º salário será pago integralmente no dia 15.
Os servidores também protestam contra a reforma administrativa que está sendo feita na prefeitura e que deve resultar na demissão de 450 funcionários. Outra reclamação é sobre o vale-mercado que não está sendo mais aceito nos supermercados da cidade. O secretário municipal de Administração, Adevilson Gonçalves de Oliveira, prometeu regularizar a situação hoje.


