Servidores fazem protesto contra salários atrasados
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sexta-feira, 24 de novembro de 2000
Vânia Moreira De Cruzeiro do Oeste 
Mais de mil pessoas participaram ontem de manhã de uma passeata em protesto contra o atraso no pagamento dos salários dos funcionários da Prefeitura de Cruzeiro de Oeste (29 quilômetros a leste de Umuarama). Os servidores estão em greve desde segunda-feira e garantem que só voltam ao trabalho depois de receberem os atrasados. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, cerca de 700 funcionários e aposentados têm de dois a cinco meses de vencimentos a receber. Apenas o pessoal da educação está em dia.
Os comerciantes do centro da cidade fecharam as portas e participaram da passeata. Eles alegam que as vendas caíram quase 40% desde que a prefeitura começou a atrasar os salários do funcionalismo. As escolas municipais dispensaram os alunos e os professores participaram da manifestação em apoio aos servidores.
O prefeito Moacir Mazzei (PFL) se recusa a negociar com os grevistas e diz que vai esperar o julgamento da greve. Vai ser julgada ilegal porque os funcionários paralisaram serviços essenciais, acredita.
A greve paralisou quase todos os serviços públicos municipais. Três postos de saúde e três creches (que atendem 300 crianças) estão fechados. Na saúde, apenas uma ambulância está de plantão para socorrer casos de emergência. Os garis adotaram a operação tartaruga coletando o lixo de apenas um quarteirão por dia.
Em Peróla (46 quilômetros a sudoeste de Umuarama) cerca de 120 servidores voltaram ao trabalho ontem. Eles estavam parados desde segunda-feira e exigiam o pagamento de dois meses de salários atrasados. O prefeito João Pacheco (PFL) pagou os salários de setembro e se comprometeu a pôr a folha de pagamento em dia até dezembro.


