Servidores fazem protesto
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quarta-feira, 13 de março de 2002
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Servidores da Justiça Federal foram às ruas ontem pela manhã, em Curitiba, e distribuíram panfletos à população explicando suas principais reivindicações, que incluem a criação de um Plano de Cargos e Salários (PCS). A manifestação, realizada também em Foz do Iguaçu, Cascavel, Guarapuava, Londrina, Umuarama, Maringá, Paranavaí, Ponta Grossa, Francisco Beltrão, Campo Mourão e Paranaguá, fez parte do dia nacional de protestos da categoria.
A maior preocupação dos servidores é garantir que o projeto que cria o Plano de Cargos e Salários (PCS) da categoria seja aprovado pelo Congresso Nacional ainda este ano. A data-limite para votação é 9 de abril, já que a lei proíbe votação de projetos deste tipo em período eleitoral. Previsto para ser votado na semana passada, o projeto foi adiado em função dos episódios da briga entre PLF e PSDB.
Não podemos permitir isso. O projeto foi criado pelo Supremo Tribunal Federal para compensar os sete anos que estamos sem reajuste, e temos que brigar para que seja aprovado, disse o presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça Federal no Paraná (Sinjuspar), Pedro Manoel dos Santos Neto. Caso não consigam a volta do projeto ao plenário da Câmara Federal, a categoria ameaça com uma greve nacional no dia 21 de março. Nesta data a Central Única dos Trabalhadores (CUT) pretende realizar uma greve geral no País.
Uma paralisação do setor englobaria a Justiça Federal comum, o Tribunal Regional Eleitoral, a Justiça do Trabalho, além dos Ministérios Públicos da União (do Trabalho e Federal). No Paraná são 3 mil funcionários.
Os servidores também protestaram contra o projeto do governo federal de flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Eles pedem ainda, a criação de mais cinco unidades da Justiça Federal no Estado. Os servidores reivindicam unidades em Pato Branco, União da Vitória, Jacarezinho, Maringá e Londrina, além da criação de um Tribunal Regional Federal ao Paraná. Com isso, a Justiça ficaria mais perto do povo, os processos coreriam mais rápidos e sairiam mais baratos, diz Pedro dos Santos Neto.


