Curitiba - Sem reajustes na tabela salarial desde 1995, os servidores estaduais do Quadro Próprio do Poder Executivo (QPPE) realizam hoje uma audiência pública para reivindicar a reposição de perdas salariais acumuladas nos últimos anos. Os representantes dos servidores têm uma reunião marcada com os deputados estaduais para tentar garantir verbas no Orçamento do ano que vem para um reajuste geral da categoria.
Segundo a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Saúde Pública, Mari Elaine Rodella, a reivindicação busca atender principalmente aos servidores que estão prestes a se aposentar. ''A política salarial do governo Jaime Lerner (PSB) e do atual governo é de repor as perdas salariais através de gratificações e abonos. O problema é que esses abonos não são contados na hora da aposentadoria. Então, todas as perdas do período recaem sobre o servidor que se torna inativo'', afirmou.
A reivindicação acontece na mesma semana em que se comemora o Dia do Funcionário Público (29 de outubro). ''Escolhemos a data para marcar nossa presença e pedir que os deputados apresentem emendas ao orçamento prevendo esse reajuste para todas as categorias'', explicou Mari Elaine. No total, 12 sindicatos representam os cerca de 40 mil servidores ativos e inativos do quadro próprio do Estado.
O fórum de sindicatos ainda não chegou a um índice comum possível de reajuste para todas as categorias. ''Na audiência, vamos levar os números da economia mostrando o aumento da arrecadação do Estado e as perdas acumuladas. Mas ainda não temos um índice comum, até porque cada categoria tem uma realidade salarial diferente'', lembrou a diretora do Sindsaúde.
A reunião ocorre em um período em que a Assembléia está com suas atividades semi-paralisadas devido às eleições. A sessão plenária prevista para hoje, por exemplo, foi transferida para a próxima quarta-feira. ''Mesmo com esse quadro, esperamos que os deputados compareçam a audiência, em respeito até por uma categoria que em última instância trabalha em prol do interesse público'', lembrou Mari Elaine.

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