Servidores entram na polêmica sobre divulgação de salários
Curitiba - Também na abertura dos trabalhos do Legislativo, um grupo de pessoas ligadas ao Fórum das Entidades Sindicais dos Servidores Estaduais do Paraná tentavam entregar uma carta ao governador Requião, na qual eram feitas cobranças, como a realização de concursos públicos e reajustes salariais com aumento real para todo o funcionalismo público, além de correção e incorporação das gratificações.
Por ser um ano eleitoral, a reivindicação deve ser atendida até 6 de abril. É que, a partir daquela data, até a posse dos eleitos, é vedado aos agentes públicos fazer, na circunscrição do pleito, revisão geral da remuneração dos servidores públicos que exceda a recomposição da perda inflacionária. Na carta também havia um pedido de avanço nas cláusulas sociais, como direito à creche e os auxílios alimentação e transporte.
O mesmo Fórum das Entidades Sindicais deve divulgar hoje uma nota sobre a divulgação na internet, pelo governo do Estado, dos nomes dos funcionários com seus respectivos salários. A nota seria o resultado de uma reunião realizada ontem. A Reportagem apurou que o entedimento geral é que o melhor seria a divulgação dos salários ligados às nomenclaturas dos cargos que os funcionários ocupam, ou seja, sem a exposição dos nomes dos funcionários. Também haveria uma cobrança pela divulgação dos salários das pessoas que atuam no Judiciário e no Legislativo.
Durante a ''escolinha'' de ontem, o governador Requião afirmou que a divulgação tem uma segunda intenção, além de dar transparência às informações: ''Eu tinha dificuldade em saber quanto ganha alguma categoria, mesmo sete anos governador do Estado. Mas há uma segunda intenção, que é uma emenda que pensamos em apresentar estabelecendo uma prazo de quatro a oito anos para que todos os salários sejam equalizados. Principalmente na administração indireta, Copel, Cohapar, existem salários muito altos. Quero deixar o legado, porque hoje há um sistema de discriminação absurda'', disse ele. (C.S.)





