Servidores federais em greve e estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) planejam bloquear amanhã uma rodovia na região de Curitiba. O ato fará parte da programação do Dia Nacional de Luta. Os líderes do movimento querem pressionar o governo a abrir negociação salarial com o funcionalismo. As BRs 277 (Capital-Litoral) e 116 (São Paulo-Capital) estão na mira dos manifestantes. A estrada será escolhida momentos antes do início dos piquetes. Protestos semelhantes vão acontecer simultaneamente em todo o País.
O funcionalismo pede reposição de 75,48%, índice acumulado a partir de 1994. Desde que a greve começou, há três semanas, o governo não acenou com a hipótese de apresentar uma contraproposta, como esperavam os sindicalistas. Em Curitiba, o dia de hoje será marcado por assembléias de professores e estudantes no Teatro da Reitoria da UFPR. Ontem a Justiça Federal determinou que a direção da universidade garanta condições de trabalho para o professor de Direito, Luiz Edson Fachin. Ele ganhou uma liminar em que é questionada também a suspensão do calendário das aulas da instituição no segundo semestre.
De acordo com o despacho do desembargador federal Zuudi Sakakihara, da 1 Vara Federal de Curitiba, o cancelamento do calendário ''é abusivo, pois não há lei que permita a qualquer órgão da Administração Pública suspender atividades em defesa de greve de seus funcionários. O reitor Carlos Antunes dos Santos, que oficializou a suspensão na semana passada, não foi localizado pela reportagem para comentar a decisão.

Carteira Quem fez a solicitação da carteira profissional do trabalho antes do início da greve poderá retirá-la no Sesc e no Senac, em Curitiba. A direção da Delegacia Regional do Trabalho firmou convênio com as duas instituições, que também estão autorizadas a receber pedidos para o seguro-desemprego.

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