Servidores em greve fazem manifestação no Calçadão
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sábado, 19 de agosto de 2006
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
Servidores municipais grevistas de Londrina fizeram uma manifestação ontem pela manhã no Calçadão, em frente ao Banco do Brasil. Os manifestantes entregaram uma carta aberta à população, explicando os motivos da paralisação.
Apesar do comando de greve afirmar que 90% dos funcionários da Saúde e 85% dos operários e área administrativa da prefeitura estão de braços cruzados, o executivo, através de nota, confirmou o atendimento normal, durante o final de semana, no Pronto Atendimento Municipal (PAM), nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Jardim Leonor (Zona Oeste), que funciona 24 horas, do Jardim União da União da Vitória (Zona Sul), no período das 7 às 23 horas, e do Maria Cecília (Zona Norte), das 7 às 19 horas.
A Maternidade Municipal e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também atendem a população no final de semana. ''Nós é quem estamos garantindo esse atendimento já que, desde o começo da greve, não fechamos nada. Esses serviços estão funcionando e vão funcionar com o pessoal terceirizado e com os que não aderiram ao movimento'', afirmou o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja.
Ele rebateu o argumento do prefeito Nedson Micheleti (PT) para não sentar com os servidores e apresentar os números que extrapolam o teto de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). ''Não é o caso. A prefeitura não ultrapassou o limite ainda, sendo possível dar reajuste. O que o executivo está fazendo se chama manipulação da lei'', comentou Urbaneja.
Os funcionários reivindicam reposição salarial de 27,53%, completando hoje 13 dias sem negociação e com a promessa de Micheleti descontar os dias parados.
Mesmo com a ameaça, o presidente do Sindserv disse que os manifestantes não pretendem recrudescer o movimento. A intenção é realizar uma passeata no Calçadão na próxima quinta-feira, a partir das 9 horas.
''No ano passado, a gente foi acusado de fazer piquetes e que tratava-se de uma greve política. Estamos mostrando que esse ano não tem piquete e, afirmar que é um movimento político seria desprezar a inteligência dos servidores''.
Amanhã, os servidores do Samu e do Programa Saúde da Família (PSF), prestadores de serviços terceirizados, fazem assembléia para votar indicativo de greve por melhoria salarial. A expectativa do setor é parar 50% do atendimento ao público.


