Servidores do TJ exigem reajuste de 30,7%
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segunda-feira, 09 de maio de 2005
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de 100 servidores do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná fizeram ontem um protesto para reivindicar, mais uma vez, um reajuste de 30,7% referente a 2000 e que cerca de mil dos 5,5 mil servidores do Tribunal não receberam. Cada um dos servidores protocolou simbolicamente um requerimento para reforçar o pedido coletivo, causando uma grande fila no protocolo do TJ no início da tarde. Depois levaram o pedido ao presidente do Tribunal, Tadeu Loyola Costa, que prometeu analisar, mas alegou falta de recursos este ano.
O secretário de imprensa do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Paraná (Sindijus-PR), Mário Montanha, explicou que esse pedido é um rescaldo da greve dos funcionários do TJ em 2000. Na época eles reivindicavam 53% de reajuste relativos às perdas acumuladas em vários anos. O TJ não concedeu nenhum aumento e os funcionários voltaram a trabalhar. Nos dois anos seguintes (entre 2000 e 2002), o Tribunal ofereceu aos trabalhadores 30,7% de reajuste por meio de acordos individuais. Cerca de 4,5 mil dos servidores assinaram.
Os que não assinaram o acordo estavam esperando uma decisão da Justiça. Em 2002 o Supremo Tribunal Federal (STF) deu ganho de causa aos trabalhadores e o TJ ficou obrigado a pagar os 53%. Porém, o TJ pagou apenas a diferença de 22,3% para todos os 5,5 mil funcionários. Isto é, quem não assinou o acordo ficou sem os 30,7%. ''Agora eles querem pagar por meio de precatório a diferença. Só que é um processo demorado e já esperamos bastante'', alegou Montanha.
Depois de protestar, os servidores levaram o pedido ao presidente do TJ. Montanha afirmou que Costa não descartou a possibilidade de pagamento, mas alegou problemas orçamentários. ''Ele falou que o pagamento é possível, mesmo parcelado. Mas disse que este ano é difícil'', afirmou o secretário do sindicato.


