Servidores do Poder Judiciário fazem paralisação por uma hora
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Diogo Cavazotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Teve início ontem a paralisação dos servidores do Poder Judiciário em algumas cidades do Paraná. Durante uma hora por dia eles não farão atendimento nos fóruns. O movimento deve durar até 6 de julho, quando representantes dos servidores serão recebidos pelo presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Carlos Hoffmann. O objetivo é protestar contra a extinção de 1.300 cargos, entre escrivães, oficiais de justiça, agentes de saúde e limpeza, auxiliares de cartório, assistentes sociais e pedagogos. Quando os atuais servidores que desempenham estas funções se aposentarem, os cargos serão terceirizados ou substituídos por outros com menor salário.
As cidades que já aderiram à paralisação são Curitiba, Cascavel, Cianorte, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Campo Largo. Aproximadamente 70 integrantes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindijus) visitam outras regiões do Estado com o objetivo de que todas as cidades participem do protesto. O coordenador-geral do Sindijus no Paraná, José Roberto Pereira, visitou Guarapuava e Campo Mourão ontem à tarde. A previsão é que hoje ele se encontre com os servidores de Londrina para decidir a forma da paralisação na cidade. Pereira acredita que as audiências não devem ser afetadas.
Hoje, das 8h30 às 9h30, o Sindijus fará uma manifestação em frente ao Fórum Criminal de Curitiba. ''Vamos fazer o possível para que os funcionários das 156 comarcas do Estado participem da paralisação'', disse Pereira. Além do protesto contra a extinção de diversos cargos, os servidores também pedem a definição de um cronograma de pagamento das perdas causadas pelo Plano Real em 1994, a reposição salarial de 5,9% referente ao ano de 2008 e a incorporação ao salário da gratificação de assiduidade.


