Servidores do Judiciário param por uma hora
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Servidores dos fóruns das comarcas de Londrina, Cianorte, Rolândia, Bela vista do Paraíso, Santo Antônio da Platina e Ibiporã fizeram uma manifestação na tarde de ontem contra a extinção das carreiras de escrivão, oficial de justiça e auxiliar de cartório votada no final do ano passado pela Assembleia Legislativa. Até o dia 6 de julho, haverá uma hora de paralisação por dia como forma de demonstrar o descontentamento da categoria.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná (Sindijus), José Roberto Pereira, com a aprovação da lei 16.023/08, não há mais estes cargos. ''Diante desta situação, nós estamos congelados. Não temos mais progressão, remoção, promoção; simplesmente acabou tudo. Somando-se a isso, querem nos substituir por cargos novos de analista e técnico judiciário, com salários inferiores aos que recebemos hoje'', explica.
Ele lembra ainda que, no ano passado, auxiliares administrativos foram contratados e também estão sendo lesados com a decisão. ''Contrataram os auxiliares ganhando apenas mil reais de salário. Agora, eles acabam com a carreira deles e propõem um novo concurso pagando 40% a mais. E assim como nós, eles não têm para onde ir; não há como subir na carreira'', argumenta.
Agregado à campanha, eles ainda reivindicam a incorporação de R$ 100 ao salário, criado no Governo Jaime Lerner, por assiduidade. ''O Executivo incorporou, mas o Judiciário ainda não. Temos também a URV (Unidade Real de Valor) que ganhamos o ano passado, e temos direito de receber os atrasados. E ainda regularizar a situação dos aposentados sem reajuste desde 2006.''
A audiência com o presidente do Tribunal de Justiça está marcada para o dia 6 de julho. ''Vamos discutir todas essas questões, primando pela mudança nos artigos da lei, que extinguem nossos cargos. Se nessa reunião não houver nenhuma expectativa de solução vamos marcar uma assembleia e a categoria vai ter de decidir se vai continuar o movimento, inclusive com expectativa de greve'', completa.


