Servidores do Judiciário fazem paralisação de um dia
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de setembro de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Servidores do Poder Judiciário do Paraná fizeram ontem um dia de paralisação para tentar forçar o comando do Tribunal de Justiça (TJ) a apresentar uma proposta concreta em relação à reposição de perdas salariais ocorridas com a adoção da Unidade Real de Valor (URV), em 1994. A mobilização, no entanto, surtiu pucos efeitos, já que o presidente do TJ, desembargador José Antônio Vidal Coelho, não recebeu os manifestantes, como era previsto pela organização do movimento. Na próxima semana, os funcionários realizam uma assembléia geral, em que podem até optar pelo início de uma greve.
Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores do Judiciário do Paraná (Sindijus-PR), José Roberto Pereira, a paralisação de ontem teria atingido mais de 50% das comarcas do interior do Estado. Já em Curitiba, a mobilização ficou abaixo do esperado, com apenas parte dos funcionários dos fóruns Cível e Criminal parando as atividades. Na sede do TJ, a adesão foi quase nula.
Pereira atribuiu as dificuldades na mobilização à pressão que a presidência do TJ teria imposto sobre os servidores. Em nota oficial, Vidal Coelho determinou que diretores, supervisores, juízes e diretores de fórum registrassem a ausência dos funcionários.
No início da tarde, a organização do movimento tentou se reunir com Vidal Coelho, mas não obteve sucesso. Segundo a assesoria do TJ, a reunião não aconteceu por falta de espaço na agenda do presidente. Agora, Pereira afirma esperar que uma nova reunião com Vidal Coelho seja marcada antes do próximo dia 13, quando os servidores realizam uma assembléia geral.
Os funcionários do Judiciário pedem uma reposição de 11,98% em seus salários, referentes a perdas ocorridas na conversão de Cruzeiros Reais para URV, em março de 1994, antecedendo a criação do Real.


