Curitiba - Os servidores do Poder Judiciário estadual desistiram da intenção de deflagrar uma greve a partir de ontem. Os servidores reivindicam uma reposição de 30% no salário da categoria, que ainda precisa ser votada na Assembléia Legislativa. O motivo do recuo foi uma audiência com o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Oto Sponholz. Segundo a secretária-geral do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindijus), Roseli Colussi, Sponholz garantiu que o projeto será votado na próxima segunda-feira, dia 30. ''Ele nos assegurou que o assunto já foi discutido com o presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB)'', afirmou Roseli.
Os servidores ameaçavam entrar em greve após Brandão ter se recusado a colocar em votação o projeto que prevê o aumento de 30% na primeira quinzena do mês. O presidente da Assembléia afirmou que iria esperar as propostas de reposição salarial do Legislativo e do Tribunal de Contas serem encaminhadas à mesa executiva para colocar as três matérias na mesma pauta de votação. Os servidores do Judicário revoltaram-se com a decisão. ''Os servidores esperavam que o reajuste retroativo a junho já começasse a ser pago a partir de agosto, e agora teremos que esperar até o dia 30 de agosto'', criticou Roseli.

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