Curitiba - Funcionários da Justiça paranaense decidiram ontem em assembléia, manter as paralisações diárias de uma hora em algumas comarcas como forma de pressionar a cúpula do Tribunal de Justiça (TJ) a atender suas reivindicações. Também ontem, representantes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Paraná (Sindijus) se reuniram com o presidente do TJ, desembargador José Antônio Vidal Coelho, que teria se comprometido a nomear mais funcionários para os fóruns a partir da semana que vem.
Desde o início do mês, os servidores de fóruns de comarcas maiores, como Londrina, Curitiba, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu, entre outras, têm parado o serviço durante uma hora por dia. Os funcionários pressionam a direção do Judiciário a abrir negociações, já que a data-base da categoria é 1º de junho. Entre outras reivindicações, eles pedem reajuste salarial. ''A categoria tem uma perda salarial acumulada de 68,98% e queremos ver qual a proposta que vão nos trazer no dia 1º'', afirmou o coordenador-geral do Sindjus, José Roberto Pereira.
Além disso, a pauta de reivindicações pede a contratação de mais funcionários. Pereira conta que o Judiciário paranaense tem hoje cerca de 4,3 mil servidores, mas precisaria 45% a mais para suprir a defasagem de pessoal. ''Em Londrina, por exemplo, são 110 servidores, mas precisaríamos de pelo menos mais 70'', diz o coordenador. Segundo ele, ontem representantes do Sindijus se reuniram com o presidente do TJ e Vidal Coelho teria se comprometido a iniciar já na segunda-feira a nomeação de novos funcionários, aprovados em concursos realizados em anos passados.
Mesmo assim, em assembléia realizada ontem, os funcionários resolveram manter as paralisações de uma hora por dia. ''Elas serão mantidas até o dia 1º, quando esperamos receber uma proposta de reajuste salarial'', explica Pereira. Apesar de não descartar paralisações mais drásticas, o coordenador do Sindijus afirma acreditar que elas não serão necessárias. ''Como a cúpula do TJ está aberta ao diálogo e parece estar empenhada para resolver nossos problemas, ainda não faremos paralisações maiores'', diz.

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