Cerca de 200 servidores públicos que trabalham no Fórum de Londrina suspenderam suas atividades por uma hora ontem. O ato faz parte de uma série de protestos que o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná (Sindijus-PR) está realizando desde a semana passada nas 156 comarcas do Estado. Os servidores ficaram reunidos em frente ao Fórum, vestidos com camisetas de protesto e utilizaram uma melância como símbolo do ato, que segundo eles, simboliza as fatias pequenas dos reajustes salariais que lhes foram repassados.
De acordo com o coordenador geral do Sindijus-PR, José Roberto Pereira, existem cerca de 3,5 mil servidores da ativa no Paraná, o que segundo ele, é um número baixo. Além disso, o sindicato reinvindica melhores condições de trabalho, um piso salarial equiparado de acordo com cada função e também o pagamento atrasado da URV. ''O salário é muito baixo e com isso muitas pessoas entram e não acabam ficando. Recebemos muitas gratificações, mas o salário mesmo é baixo. Queremos um plano de carreira e que haja um piso salarial. Também estamos precisando de mais contratações, pelo menos mais uns 2 mil servidores'', disse.
Além de alguns cargos específicos, como psicólogo e comissário, os servidores contam com funções como oficial de justiça, escrivão, auxiliar de cartório e auxiliar administrativo. Em nenhum dos casos, segundo o sindicato, existe um piso salarial.
O ato deve continuar essa semana em todo Estado e em Londrina se repetirá amanhã. Na sexta-feira respresentantes do sindicato se reunirão com membros do Tribunal de Justiça em Curitiba onde deverão tratar das negociações. ''Vamos verificar as propostas mas não descartamos a possibilidade de uma greve'', enfatizou Pereira.
Em nota, a assessoria de imprensa do TJ informou que ''a presidência do Tribunal de Justiça conversa regularmente com as entidades de classe e, na medida do possível, tem procurado atender às suas reivindicações''.

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