Diretores do Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv) e os futuros secretários municipais Paulo Bernardo (Fazenda) e Rubens Menoli (Administração e Recursos Humanos) se reuniram ontem para discutir o provável atraso no pagamento do salário de dezembro e do 13º. O encontro foi provocado pelo Sindserv, que está preocupado com a ‘‘angústia’’ enfrentada pela categoria.
Segundo a presidente do Sindserv, Marlene Valadão Godoi, os secretários se mostraram preocupados com a redução de gastos. Paulo Bernardo e Menolli também prometeram uma auditoria na folha pagamento e uma política austera na cobrança de impostos. Na opinião da sindicalista, existem incorreções e incorporações na folha de pagamento que podem ser revistas. ‘‘Algumas vantagens que vários servidores recebem são questionáveis’’, afirmou.
Paulo Bernardo disse aos servidores que o atual secretário da Fazenda, Francisco Simões, acredita que irá conseguir recursos para pagar grande parte do 13º – em torno de R$ 7,8 milhões. Simões espera receber R$ 1,6 milhão do Fundef, arrecadar R$ 1,5 milhão de IPTU e mais R$ 1,5 milhão em ICMS. O secretário Simões disse ainda que tenta receber uma dívida de R$ 500 mil em ISS da Copel.
Paulo Bernardo confirmou que haverá uma auditoria na folha de pagamento para descobrir eventuais distorções. ‘‘Já ouvimos conversas de promoções e aposentadorias indevidas, faremos uma operação pente-fino’’, adiantou. O secretário disse ainda que haverá uma campanha para estimular a arrecadação, com a cobrança dos grandes devedores de impostos. Ele, porém, descartou uma política de descontos ‘‘para não desmoralizar as campanhas de incentivo ao pagamento de tributos’’.
O Sindserv convocou uma assembléia para hoje, às 18 horas, na Supercreche (área central) para definir uma mobilização contra o atraso nos salários de Londrina.

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