Servidores decidem hoje se deflagram greve
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segunda-feira, 07 de março de 2005
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
Os cerca de 7 mil servidores municipais de Londrina decidem hoje se deflagram greve por tempo indeterminado em uma assembléia agendada para as 11h30, em frente ao prédio da prefeitura.
Ontem, cerca de 90% dos servidores conforme números do Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv) paralisaram os trabalhos em protesto à falta de propostas do Executivo à reivindicação de reajuste salarial de 21%, referente às perdas acumuladas entre os anos de 2001, 2002 e 2004. Este é o segundo dia de paralisação dos servidores em uma semana. A paralisação deve continuar hoje.
Segundo o secretário Municipal de Gestão Pública, Jacks Dias, ''serviços da prefeitura funcionaram normalmente'', ontem. ''Setores como a Cultura, Mulher, Idoso, e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) funcionaram. A paralisação atingiu mais a Educação, a Saúde e o Centro Cívico'', analisou.
Na avaliação do secretário, o sindicato não teria garantido o serviço essencial, principalmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). ''Queremos que o sindicato garanta o serviço essencial principalmente na Saúde. O atendimento de urgência e emergência sem riscos à população. Nos postos 24h e 16h não ocorreu o atendimento que achamos que deveria ter ocorrido'', afirmou, garantindo que os servidores que não compareceram ontem aos locais de trabalho ou não tenham oferecido atendimento ao público, terão o dia descontado.
Mesmo com a paralisação, administração e sindicato não se reuniram para discutir a reivindicação. ''Não fomos chamados (pela administração) em nenhum momento. Estamos aguardando a proposta da administração. Como não tem proposta, iremos discutir os caminhos da paralisação e quem vai decidir é a assembléia que pode definir que continuamos a paralisação ou greve geral'', disse o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja. ''Pelo o que a gente conversa com os servidores existe uma grande possibilidade de greve, a menos que surja alguma proposta que modififque os encaminhamentos.''
Segundo Dias, a paralisação dos servidores não altera o quadro financeiro do município e contribui para o entendimento. ''Não altera-se em nada a realidade financeira do município. Por qualquer irreponsabilidade podemos perder a condição de equilíbrio financeiro. Estamos pedindo compreensão e que possam retornar ao trabalho para que consigamos melhorar a arrecadação e em setembro voltar a negociar essa situação'', afirmou o secretário.
Urbaneja acusou a Prefeitura de terceirizar o trabalho no sistema de saúde durante o protesto. ''Constatamos 10 postos abertos. Estes postos estão funcionando de maneira precária, usando servidores terceirizados. Qualquer coisa que quebre ou o sumisso de aparelhos, o servidor não poderá ser responsabilizado'', argumentou. O secretário Jacks Dias negou a acusação de terceirização. ''De maneira alguma. Até houve servidores enfermeiros, médicos que atenderam normalmente'', afirmou.


