Os servidores municipais de Sarandi (7 km de Maringá) não aceitaram a proposta de reajuste salarial de 7,07% feita pelo prefeito Cido Spada (PT) e decidiram que podem entrar em greve no início do mês que vem.
Uma assembléia realizada na noite de anteontem, depois de um dia de paralisação parcial dos servidores, que atingiu os serviços municipais, descartou qualquer possibilidade de acatar o índice proposto pelo prefeito. Os servidores, que ontem voltaram ao trabalho, pedem 19,8% de reajuste.
A presidente do sindicato da categoria, Maria Helena Temporini, disse ontem à Folha que os trabalhadores esperam uma contraproposta da prefeitura até o próximo dia 24. ‘‘Já marcamos uma nova assembléia para o dia 24 e sem uma proposta melhor da administração vamos apenas decidir pela paralisação por tempo indeterminado’’, avisou a sindicalista. A greve só não será imediata por causa das férias escolares.
Caso a assembléia dos trabalhadores vote pela paralisação, o objetivo é iniciar o protesto assim que os professores voltarem das férias, no dia 6 de agosto. Segundo Maria Helena, a administração conta que são 1,5 mil servidores, sendo que cerca de 600 recebem um salário mínimo.
O prefeito Spada alegou que não tem como atender os servidores porque o índice pedido pela categoria eleva a folha para patamares acima do permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). ‘‘Se aplicarmos o índice teremos que demitir’’, afirmou.

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