A greve dos servidores municipais de Sarandi (7 km a leste de Maringá) paralisou ontem quase todos os serviços da prefeitura. Mesmo diante do movimento grevista, um grupo de 100 servidores das áreas de educação e saúde realizou um manifesto contra a paralisação e pediu o retorno ao trabalho. Pela manhã, uma funcionária do Pronto Socorro Municipal foi agredida porque tentou furar o bloqueio dos grevistas na porta do prédio.
Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sarandi, cerca de 65% dos servidores aderiram ao primeiro dia de greve. ‘‘Esperamos atingir um maior número a partir de amanhã (hoje)’’, disse a presidente do sindicato, Maria Helena Temporini. O movimento reivindica uma reposição salarial de 19,8%.
Para a professora Cleide Raimundo, que protestou ontem contra a greve, a proposta de 7,07% feita pelo prefeito Aparecido ‘‘Cido’’ Spada é suficiente. Cleide disse que os servidores não tiveram chance de se manifestar na assembléia do sindicato realizada na terça-feira . ‘‘Não fomos ouvidos pelo sindicato’’, ressaltou.
Para o prefeito Cido Spada, o pedido de 19,8% inviabiliza a folha de pagamento e fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. A prefeitura arrecada por ano cerca de R$ 20 milhões e a folha de pessoal consome anualmente R$ 8,4 milhões. O prefeito lembra que no início do ano concedeu 6,25% de reajuste e cesta básica para os servidores que recebem até dois salários mínimos.

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