Servidores municipais de Primeiro de Maio (61 Km ao norte de Londrina), poderão deflagrar greve ou paralisação das atividades no dia 26. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Edilson Devéquio, a medida – que será avaliada em assembléia – é em resposta à negativa de reposição salarial reivindicada pela categoria.
  Conforme Devéquio, em reunião realizada segunda-feira, o prefeito Mário Casanova (PMDB), teria dito que a prefeitura não tem condições de conceder os 16,67% solicitados em reposição às perdas salariais acumuladas desde 2000. ‘‘Ele disse que não tem possibilidade de dar reposição e nem o IGPM (Índice Geral de Preços de Mercado). Convocamos uma assembléia para o dia 26 em que vai ser definido pela greve ou paralisação’’, disse o sindicalista. O prefeito afirmou que teria sido firmado ‘‘um acordo de cavalheiros’’ durante a reunião em que teriam sido apresentados documentos à diretoria do sindicato e vereadores comprovando a impossibilidade orçamentária da prefeitura para concessão do reajuste. ‘‘Foi um acordo de cavalheiros. Mostrei o alerta que o Tribunal de Contas me enviou que mostra que estou no limite (de gastos com pessoal) e fizemos um acordo. No dia 28 vamos sentar em uma mesa redonda e vou fazer a famosa reforma administrativa. Contratei uma empresa que vai fazer essa reforma e, se acertamos a casa, voltamos a falar em reposição’’, relatou. De acordo com o prefeito, hoje, o município gasta cerca de 49% da receita com a folha de pagamentos.
  O prefeito negou que tenha criado obstáculos para as negociações salariais. Na semana passada, Devéquio afirmou que Casanova teria agendado reuniões e não comparecido. ‘‘Eu mandei representante por três vezes’’, argumentou. O prefeito ainda contestou o índice de reposição pleiteado, reiterando que houve um reajuste de 11,7% no ano passado.

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