Curitiba Debaixo de chuva, um grupo pequeno de servidores municipais aproveitou a data de aniversário de Curitiba, ontem, para fazer um ato de repúdio ao fechamento da negociação salarial pela prefeitura. A manifestação foi liderada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) e Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac). Ambos alegavam ter sido insuficiente o reajuste de 6% concedido pelo município, quando deveria ser de 18,87% referente às perdas salariais de 1999 a 2004 para contemplar a pauta de reivindicações da categoria, que soma cerca de 30 mil funcionários.
O manifesto também teve o objetivo de criticar a qualidade da comida oferecida ao servidor, principalmente, a servida em marmitas, que chega má acondicionada e até azeda. Os manifestantes fizeram concentração em frente ao Centro de Capacitação dos Servidores Muncipais, perto da reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR). De lá, partiram em direção ao prédio da prefeitura, no Centro Cívico.
''Não paralisamos os serviços. Esse ato é simbólico para lembrar o acerto feito sobre a data-base, em 2005, para a reposição de perdas salariais no dia 31 de março, deste ano. Ficou para o dia 1º de abril, o que significa que só vamos receber no final do mês. Queremos a reabertura da negociação'', disse a dirigente do Sismuc, Irene Rodrigues dos Santos, apontando para o documento no qual a prefeitura se compromete a fazer o pagamento. As reivindicações ainda incluem melhores condições de trabalho, menores riscos de acidente e vale-transporte para todos hoje só recebe quem ganha até R$ 809,00.
De acordo com o secretário de Recursos Humanos do município, Arnaldo Bertone, a manifestação não se justifica. Durante dois anos de gestão, houve um reajuste salarial de 12,36%. Só referente a 2005, esse percentual foi de 6% que, inclusive, resultou no ganho real de 1,37%.
Sobre o vale-transporte, lamentou Bertone que ''é impossível atender a todos''. Segundo Bertone, apenas 2,5 mil servidores aderiram ao sistema de alimentação. Destes, 60% almoçam nos 35 refeitórios distribuídos na cidade e 40% recebem marmitas. Tanto o auxílio-refeição como o vale-transporte serão discutidos em outra oportunidade.

mockup