Servidores da reitoria da UEL foram ouvidos ontem pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, e disseram que Itaicy Mendonça possuía aparelho de som e um gravador em seu local de trabalho. O Instituto de Criminalística constatou a gravação de conversas telefônicas oriundas de grampo em algums fitas apreendidas pelo MP na vice-reitoria.
A secretária-executiva do reitor Jackson Proença Testa, Leila Regina da Silva, disse acreditar que os aparelhos eram usados para gravar entrevistas com o reitor. O técnico administrativo José Santo Moreira também confirmou que Itaicy possuía equipamentos e que a reitoria mantinha um estoque de fitas. Ambos se disseram surpresos com a existência de escutas telefônicas ilegais.
Leila e Moreira disseram que Itaicy recebia telefonemas de pessoas ligadas a agências de propaganda. O promotor não quis explicar por que perguntou se Leila Silva conhecia Cintia Pupio, assessora especial do departamento jurídico.
Galatti também não quis revelar quem recebeu o cheque de R$ 7,6 mil, que teria sido entregue por Márcio Mello a Itaicy. O cheque seria a prova, segundo o apresentador, de que Itaicy se beneficiou com um superfaturamento de um contrato publicitário da UEL. Ele pretende localizar e ouvir essa pessoa.

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