Servidores da UEL protestam contra reforma
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sábado, 17 de novembro de 2007
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Wilmar Marçal, convocou ontem à tarde uma reunião com servidores para discutir a reforma administrativa proposta pelo governo que tem como objetivo enxugar o número de cargos comissionados e funções gratificadas (FGs) dentro das Instituições de Ensino Superior (IESs). Reunidos no Cine Com-Tour, que é administrado pela Casa de Cultura da universidade, os funcionários decidiram encaminhar ao governador Roberto Requião (PMDB) e à secretária de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto, um abaixo-assinado com cerca de 300 assinaturas onde manifestam sua indignação com a maneira, segundo eles arbitrária, que o processo vem sendo conduzido.
Um dos temores dos servidores são os boatos de que as demissões seriam feitas já no final deste mês. A proposta do governo é que sejam cortados 68 cargos comissionados e 115 funções gratificadas, totalizando 183. ''Nos reunimos aqui hoje para uniformizar as informações. O assunto é bastante polêmico e estamos todos muito preocupados, porque esta medida pode significar o caos administrativo e acadêmico'', argumentou Marçal.
O reitor informou que ontem mesmo também iria encaminhar ao governador e à secretária um ofício para manifestar a preocupação com a desestabilização que o corte de cargos deve trazer à instituição. ''Também gostaria de me reunir com o governador para levar até ele o real dignóstico da UEL. Este é o meu dever como gestor.'' Marçal argumentou que ao assumir a reitoria da instituição, há quase um ano e meio, já encontrou a atual estrutura. ''A necessidade é de concurso público para vários cargos. Não há como tocar a instituição com o efetivo proposto.''
Atualmente a UEL tem 107 cargos em comissão e 850 funções gratificadas, totalizando 957. ''Este número não existe por minha vontade. Existe uma demanda na instituição e o Estado não realiza concurso para contratação'', reforçou Marçal. O reitor disse temer que o projeto de lei regulamentando os cargos nas IESs do Estado seja encaminhado a toque de caixa para a Assembléia Legislativa e votado, sem a discussão desejada, ainda este ano.
Em visita à FOLHA na última quarta-feira Lygia Pupatto argumentou que a regulamentação dos cargos comissionados e FGs é necessária inclusive para garantir a aprovação das contas das instituições de ensino por parte do Tribunal de Contas. Segundo a secretária, a Seti vem discutindo o assunto com os reitores. ''Estamos fazendo este estudo com todos os reitores, e assim que for finalizado será submetido às secretarias de Planejamento e Administração, depois apresentado ao governador, para ser elaborado o projeto de lei que vai organizar o sistema de ensino superior.''


