Servidores da Sudam são ouvidos e negam irregularidades
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quarta-feira, 06 de junho de 2001
Carlos Mendes Agência Estado De Belém 
A economista Márcia Pastor da Silva Pinheiro e o engenheiro Antônio dos Santos Ferreira Neto, funcionários da área de fiscalização da extinta Sudam, negaram ontem participação em irregularidades ou qualquer favorecimento na liberação de recursos do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam) para a Usimar, de São Luís, que tinha um projeto no órgão no valor de R$ 1,38 bilhão. Antes de a fraude estourar, a empresa havia tomado R$ 44 milhões da Sudam.
Em depoimento prestado na sede da Polícia Federal (PF) em Belém ao delegado da corporação no Maranhão, Roberto das Chagas Monteiro, e ao procurador da República naquele Estado, Kelston Lajes, os dois fiscais contaram que fizeram uma vistoria na sede da Usimar, em São Luís, afirmando que, lá, não encontraram os equipamentos avaliados em R$ 102 milhões, a contrapartida de recursos da empresa no projeto para merecer a liberação de recursos do Finam. Márcia e Ferreira Neto disseram ainda que, ao voltarem do Maranhão, informaram os superiores na Sudam sobre o que havia ocorrido.
Mesmo com a Usimar não tendo cumprido a parte dela na proposta, os dois técnicos do governo receberam ordens para tocar a análise do projeto, pois havia pressa em o incluir na pauta de reunião do Conselho Deliberativo (Condel) para ser aprovado. O inusitado é que a Usimar, embora deixasse de cumprir a contrapartida de recursos, teve o projeto aprovado em quatro dias.
Os servidores disseram que foram informados de que os equipamentos que eles não haviam encontrado em São Luís poderiam estar sendo embarcados no Porto de Paranaguá com destino ao Maranhão. Eles viajariam a Paranaguá, mas seus superiores mandaram cancelar o embarque.


