Servidores da Sanepar fazem manifestação
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segunda-feira, 05 de outubro de 2009
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O impasse entre o governo do Estado e o consórcio Dominó, dono de 40% das ações da Companhia de Saneamento Paranaense (Sanepar), atingiu os empregados da empresa. Até agora os funcionários ainda não receberam o Programa de Participação nos Resultados (PPR) referente a 2008 e que deveria ter sido pago até maio deste ano. A Sanepar esclareceu que o motivo é o decreto nº 1.978 assinado em dezembro de 2007 pelo governador Roberto Requião (PMDB) e que prevê que empresas estatais mistas não podem pagar programas de resultados caso tenham dívidas junto a órgãos da administração direta ou indireta.
No caso da Sanepar, o problema é o repasse de R$ 744 milhões feitos pelo governo do Estado, na condição de sócio majoritário, à empresa, a partir de 1998, com o objetivo de promover o aumento de capital. O consórcio Dominó, no entanto, que reúne empresas privadas e é dono de 40% das ações da Sanepar, entrou com ação judicial contra. O motivo é que esse aumento de capital da Sanepar em mais de R$ 700 milhões significaria dobrar o patrimônio líquido da empresa. Com isso, os 40% de ações do Dominó passariam a 20%, caso o consórcio não entrasse também com dinheiro no aumento de capital. Diante dessa situação, o governo considerou os R$ 744 milhões um empréstimo, e pede, inclusive, devolução à Sanepar.
Para protestar contra a situação e pressionar pelo pagamento da PPR, cerca de 6,5 mil funcionários da Sanepar de Curitiba, Cascavel e regiões Oeste e Sudoeste do Paraná fizeram, ontem, manifestações em várias sedes da empresa. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Saneamento (Saemac), Gerti José Nunes, a PPR deveria ter sido repassada até maio deste ano, o que não aconteceu. No total, seriam distribuídos R$ 9.967 a todos os funcionários.


