Servidores da Justiça Federal fazem greve
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quarta-feira, 15 de agosto de 2001
De Cascavel 
Os servidores da Justiça Federal de Cascavel aderiram à paralisação nacional da categoria ontem e interromperam as atividades das 15 às 17 horas. Cerca de 30 servidores ficaram em frente ao prédio da Justiça Federal para reivindicar reajuste salarial. Segundo os manifestantes, a classe acumula perdas salariais de 75,48% nos últimos sete anos.
Os funcionários reivindicam ainda o pagamento imediato de todo o saldo da dívida referente à conversão dos salários de Unidade Real de Valor (URV) para Real, feita em março de 1994, e que, segundo o sindicato da categoria, gerou uma redução salarial de 11,98%. O servidor Francisco Gomes da Silva observa que em outubro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a dívida, mas até o momento não foi feita a quitação do pagamento.
Em Foz do Iguaçu, pelo menos 50 funcionários permaneceram de braços cruzados em frente ao prédio, expondo faixas de protesto e usando camisetas com os dizeres ''Luto pelo Brasil''. A Justiça Federal em Foz conta com 70 funcionários, entre servidores e juízes. Segundo a diretora regional do Sindicato dos Servidores do Judiciário, Merice Irene Hister, apenas cinco diretores e oito juízes não participaram da manifestação.
Em Curitiba, cerca de 200 dos 400 servidores da Justiça Federal paralisaram as atividades. Eles se concentraram em frente ao prédio da Justiça Federal, na área central, onde cortaram um bolo com sete velas pretas, que representavam os sete anos de governo de FHC. Em Paranaguá, no Litoral do Estado, os 50 servidores (adesão de 100%) também participaram da paralisação.
Amanhã, os servidores de Curitiba fazem assembléia para decidir se aderem à greve nacional do funcionalismo público federal a partir do dia 22. Já estão parados no Paraná os funcionários da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Os servidores técnico-administrativos do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR) decidiram na terça-feira que entram em greve no dia 22. Professores da UFPR e do Cefet em Curitiba e Pato Branco decidem hoje sobre a adesão ao movimento.
Em Londrina, os funcionários não aderiram à paralisação. O diretor em exercício do Fórum da Justiça Federal, Danilo Pereira Junior, entende que não há necessidade dos funcionários aderirem ao movimento. O diretor regional do Sindicato dos Servidores da Justiça Federal do Paraná (Sinjuspar), Lúcio Gonçalves Lopes, afirmou o diretor não autorizou que os funcionários se mobilizassem. (Gilmar Agassi, com Emerson Dias, de Foz do Iguaçu, Ellen Taborda, de Curitiba e Edna Mendes, de Londrina)


