Curitiba - Os servidores da Justiça do Trabalho entraram em greve ontem por tempo indeterminado. Até o início da noite de ontem, o Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho do Paraná (Sinjutra) ainda não tinha um levantamento da adesão ao movimento. As principais reivindicações são a revogação do Projeto de Lei (PL) 549/2009 que prevê o congelamento salarial e a aprovação do PL 6613/2009 que traria a revisão salarial da categoria.
O movimento, que teve adesão ontem de 15 cidades paranaenses, atingiu Curitiba, Londrina, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ivaiporã, Apucarana, Araucária, São José dos Pinhais, Maringá, Cornélio Procópio, Ponta Grossa, Cambé, Telêmaco Borba, Irati e Laranjeiras do Sul. O movimento é nacional e tinha ontem 18 Estados em greve.
O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) não tinha ontem o levantamento da adesão, no entanto, os juízes e diretores das varas continuavam trabalhando. Hoje a Justiça do Trabalho conta com 86 varas no Paraná, sendo 23 em Curitiba. A coordenadora do Sinjutra, Carla Rovel, disse que a adesão foi bem razoável na capital para um primeiro dia de greve. Hoje, a Justiça do Trabalho conta com cerca de 2.300 servidores no Estado.
Outras categorias que podem entrar em greve por tempo indeterminado são os servidores da Justiça Federal e da Justiça Eleitoral. Os trabalhadores fazem uma assembleia amanhã na sede do sindicato da categoria, em Curitiba, já com indicativo de greve, para decidir se param as atividades a partir da próxima segunda-feira.
De acordo com informações do Sindicato dos Servidores da Justiça Federal e do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (Sinjuspar), hoje são 1.700 trabalhadores em todo o Estado, sendo a maior parte (1.300) da Justiça Federal. As reivindicações são as mesmas dos servidores da Justiça do Trabalho.
O presidente do Sinjuspar, Jair do Nascimento, disse que a greve pode prejudicar a emissão e entrega de títulos eleitorais. Além disso, pode atrapalhar as atividades do Juizado de Pequenas Causas, parar as varas do trabalho e o protocolo, onde entram as novas ações, funcionaria precariamente. ''A greve é o último recurso que a gente lança mão. É desgastante para quem dirige o movimento e para os grevistas'', disse.

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