Servidores da Justiça definem protesto
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domingo, 03 de junho de 2001
Emerson CerviDe Curitiba 
Os servidores estaduais da Justiça realizam hoje uma assembléia para definir formas de manifestação nos próximos dias. Depois da assembléia será divulgada uma carta aberta à população. Existe a possibilidade de iniciar uma greve de fome ou paralisação de alerta.
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Paraná (Sindijus) aguarda há quase um ano o julgamento de um mandado de segurança para concessão de reajuste imediato de 30% nos salários de todos os servidores da Justiça.
Segundo a coordenadora geral do Sindijus, Rosely Colussi, falta bom senso no judiciário paranaense.
Na sexta-feira, dia 1º de junho, o órgão especial do Tribunal de Justiça deveria ter julgado o mandado de segurança, mas a desembargadora Regina Portes pediu vistas do processo, o que impediu a votação. Todos os desembargadores conhecem o mérito da ação, que já tramita há um ano, e nós tínhamos enviado a todos eles memorandos, explica.
O temor da coordenadora do Sindijus é que, com o atraso, o mandado de segurança seja votado apenas em agosto. A próxima reunião aberta do órgão especial do TJ seria no dia 15 de junho. Mas dia 14 é feriado e a administração do Tribunal pode suspender a sessão.
Em sinal de repúdio ao novo adiamento, cerca de 100 servidores que acompanhavam a sessão do órgão especial ficaram de costas para os desembargadores. É muito estranho que a desembargadora Regina Portes diga que não tem conhecimento do caso, pois frequentemente entregamos dossiês sobre o caso a todos os desembargadores, explica. Já temos até decisões do Supremo Tribunal de Justiça, que analisou o processo que trata do reajuste de 50,03% e confirmou o direito da categoria.
Para a coordenadora do Sindijus, o Tribunal de Justiça está tentando protelar o pagamento do que é devido aos servidores. Em abril do ano passado os funcionários do judiciário fizeram uma paralisação e alguns entraram em greve de fome. Depois disso, o governo do Estado concordou em conceder 30% de aumento em acordos individuais. Hoje, dos 5,2 mil servidores do judiciário, 3,5 mil já fizeram o acordo. O Sindijus está tentando provar que a medida é ilegal, ampliar o reajuste de 30% a toda a categoria e conseguir chegar aos 50,03% de aumento.


