Servidores da DRT podem ser afastados
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terça-feira, 01 de outubro de 2002
Marcos Espíndola e Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
O procurador regional da República, Mário Ferreira Leite, não descarta a possibilidade de pedir o afastamento dos servidores públicos envolvidos em denúncias de irregularidades na Subdelegacia do Trabalho em Londrina. Entre amanhã e sexta-feira, ele tomará depoimentos dos chefes da Fiscalização, Elson de Mendonça Ribeiro, e de Relações do Trabalho, Wanderli Laudelino Farias. Ribeiro e Farias, além do ex-subdelegado Dorival Arantes, foram citados em um relatório de uma comissão de sindicância que investigou irregularidades na subdelegacia.
A sindicância pede a abertura de processo disciplinar contra os três servidores pelo suposto envolvimento em negligenciamento na fiscalização de empresas do pólo moveleiro de Arapongas, tráfico de influência, falsidade ideológica, além de outros descaminhos. ''Vamos apurar os fatos novos trazidos pela sindicância'', adiantou Leite. ''Estamos estudando a hipótese de pedir o afastamento temporário dos servidores envolvidos nas denúncias'', ressaltou Leite, que desde maio investiga denúncias de irregularidades na fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho (DRT).
O procurador quer ter acesso também aos resultados de uma outra sindicância, instaurada a pedido do Ministro do Trabalho e Emprego, Paulo Jobim Filho, que investigará as denúncias contra o delegado regional do Trabalho no Paraná, Celso Soares da Costa. Ele está preso desde o dia 24, no Centro de Triagem (CT), em Curitiba, por envolvimento em fraude de licitação na extinta Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), em Londrina.
O delegado-chefe do CT, Antonio Silveira, afirmou ontem que Costa poderá ser transferido para Londrina ainda esta semana. Silveira corrigiu a informação passada ontem pelo superintendente do CT, Carlos Rodrigues, que justificou o adiamento da remoção do delegado para o dia 13 devido um pedido da família de Costa.
A Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho (AAFT), está programando para hoje de manhã, uma manifestação em frente a sede do PPB em Curitiba, partido que indicou Costa para o cargo. Além disso, O auditor-fiscal Caio Santos, de Curitiba, deverá ajuizar hoje uma ação popular pedindo a suspensão do pagamento dos salários de Costa enquanto estiver preso.
Mesmo afastado, Costa continua recebendo salário de R$ 3,9 mil. A assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho informou que, amparado pelo princípio constitucional de ampla defesa, Costa tem direito a continuar recebendo os vencimentos enquanto estiver afastado.


