Servidores buscam adesão de professores à greve
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quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
A greve no funcionalismo público de Londrina - a mais longa da história do setor - caminha para dois meses tentando atrair para si alas mais resistentes à paralisação. Hoje, 38º dia do movimento, representantes do sindicato que representa a categoria, o Sindserv, se reúnem com profissionais da rede pública de ensino na sede da entidade para tentar reverter o baixo índice de adesão no setor.
O assunto foi um dos que marcaram a assembléia geral realizada de manhã em frente à prefeitura. Durante o ato, os servidores fizeram uma avaliação dos dias parados e chamaram os colegas a reforçar o movimento que, ao contrário do de 2005, não tem sido marcado pelos piquetes.
Pelos cálculos do Sindserv, cerca de 8% a 10% da Educação municipal - entre ensino fundamental e educação infantil - participam da paralisação. A administração municipal defende que esse índice não ultrapassa os 5%. Nas últimas assembléias, a justificativa dos professores pelo temor na participação diz respeito à necesssidade de reposição das aulas perdidas, o que ocorreu ano passado.
Outro ponto debatido na assembléia foi a participação dos grevistas na sessão de hoje na Câmara de Vereadores. Na pauta do dia está a discussão do parecer contrário emitido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ao projeto de lei que impede o Executivo de descontar os atuais dias parados enquanto não iniciar negociação com os servidores do Município. De acordo com o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, a idéia é ''lotar as galerias do Legislativo e forçar uma negociação''. ''Estamos fazendo o nosso serviço, cobrando; agora é a população que também precisa cobrar junto ao prefeito'', ponderou.
Também na sessão de hoje, os parlamentares votam um pedido de informação a Nedson no qual requerem dados como número de comissionados e de terceirizados. A meta é estudar o quanto esses postos impactam na folha mensal do Executivo, e se, se em parte cortados (como defende o Sindserv), possibilitariam uma reposição salarial à categoria.
A Prefeitura alega indisponibilidade de caixa para efetuar a reposição de 27,53%, referente às perdas salariais de cinco anos. O argumento é que o Executivo já ultrapassou o limite de 54% de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Desde o início da greve de 2006, no último dia 8 de agosto, o prefeito tem afirmado que não negocia com os diretores do sindicato. A administração chegou até a cortar oito dias dos salários de agosto, mas teve de repor os valores por determinação da Justiça. Para setembro, contudo, a promessa é de novo corte na folha de pagamento dos grevistas.


