Servidores acampam em em frente da prefeitura
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segunda-feira, 30 de julho de 2001
Marta MedeirosDe Maringá 
Servidores municipais de Sarandi (Noroeste do Paraná) montaram ontem uma acampamento em frente da prefeitura. Eles estão em greve desde a semana passada e pedem reposição salarial de 19,8%. Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de Sarandi (Sismus), a barraca e as faixas de protesto vão permanecer no local até que o prefeito Aparecido Cido Spada (PT) faça uma contraproposta para a categoria.
Na última sexta-feira, o prefeito voltou a oferecer 7,07% de reposição, mas o índice foi rejeitado pelo sindicato. Conforme o comando de greve, os servidores não discutem mais os 7,07% porque o índice já havia sido rejeitado na assembléia que definiu o movimento grevista. Não temos mais o que discutir porque queremos 19,8%, havia afirmado, na semana passada, a presidente do sindicato, Maria Helena Temporini.
O sindicato alega que a categoria não pode abrir mão do pedido porque desde 1988 o reajuste é feito de acordo com o índice utilizado pelo governo federal para aumento do salário mínimo.
O prefeito Cido Spada disse ontem que vai entrar na Justiça e tentar uma liminar para desbloquear cinco prédios da prefeitura. Apesar de o sindicato não assumir a atitude, desde o início do movimento os prédios foram lacrados por grevistas. Spada quer também que a decisão sobre a contraproposta feita pelo município seja avaliada em assembléia e não isoladamente pelo sindicato.
A prefeitura tem 1.500 funcionários e 600 deles ganham R$ 180 mensais. Spada afirmou que a concessão de aumento inviabiliza a folha de pagamento do município. A prefeitura arrecada por ano cerca de R$ 20 milhões e a folha de pessoal consome anualmente R$ 8,4 milhões. O prefeito disse que no início do ano concedeu 6,25% de reajuste e cesta básica para os servidores que recebem até dois salários mínimos.
No primeira dia de greve, na quinta-feira, houve um pequeno tumulto em frente à prefeitura porque cerca de 100 servidores das áreas de educação e saúde fizeram uma manifesto contra a paralisação. O grupo pedia que os funcionários retornassem ao trabalho. Pela manhã, uma servidora tentou furar o bloqueio dos grevistas e teria sido agredida.


